Os
transtornos musculoesqueléticos de origem laboral são alterações que afetam as
estruturas corporais, como músculos, articulações ou tendões, causadas ou
agravadas fundamentalmente pelo trabalho pelos efeitos do ambiente laboral
imediato (EU-OSHA).
Estes
transtornos podem afetar a capacidade laboral do colaborador, sendo uma das
principais causas de incapacidade e afastamento.
Os
fatores de risco que determinam o aparecimento e desenvolvimento de um
transtorno musculoesquelético quando se realizam tarefas repetitivas incluem não
somente os movimentos dos segmentos corporais, mas também a frequência e a
duração das ações, as posturas adotadas e a força aplicada durante a tarefa.
Além
disso, devem ser levados em conta os fatores de risco relacionados com a
organização do trabalho e os fatores ambientais associados com a temperatura, a
umidade, o ruído, as vibrações ou a iluminação do posto de trabalho.
Os
fatores de risco que podem dar origem aos transtornos musculoesqueléticos são,
de forma não exaustiva, os seguintes:
1)
Fatores físicos ou biomecânicos: movimentos repetitivos, adoção de posturas
forçadas ou sustentadas, exercícios de força, recuperação insuficiente após o
esforço.
2)
Fatores psicossociais (relacionados com a organização do trabalho, execução de
tarefas, relações sociais e contexto laboral): altas exigências de trabalho e a
baixa autonomia, falta de descanso ou de oportunidades para mudança postural no
trabalho; trabalho rápido, jornadas extensas ou trabalhos em turnos, formação
ou capacitação inadequada, intimidação, assédio ou discriminação no trabalho,
baixa satisfação com o trabalho.
3)
Fatores ambientais e complementares: ambientes frios ou extremamente quentes,
vibrações, baixo nível de iluminamento, utilização inadequada de Equipamentos
de Proteção Individual.
4)
Fatores individuais: idade, sexo, características antropométricas, condições
físicas, hábitos pouco saudáveis, fatores genéticos predisponentes e patologias
prévias.
É
importante destacar que é a combinação de diversos fatores de risco que se
associa à aparição ou desenvolvimento dos transtornos musculoesqueléticos e nem
tanto a presença isolada de alguns poucos fatores.
Portanto,
a avaliação de riscos das tarefas com execução de movimentos repetitivos deverá
contemplar todos os grupos de fatores presentes.
Devido
à combinação de fatores de risco e pelo fato de que o aparecimento ou
agravamento dos transtornos músculo esqueléticos se produzem com o tempo, a
identificação e avaliação do risco de sofrer de um transtorno músculo
esquelético é um processo complexo.





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