O ser humano, em distintos aspectos de sua vida, se vê
submetido a múltiplas pressões que geram o estresse.
Um dos fundamentos mais importantes destas pressões está
relacionado com o desenvolvimento do trabalho.
Em geral, o trabalho em uma empresa está sujeito a várias
condições e a uma forma de organização que não são determinadas pelas
capacidades, necessidades ou expectativas do indivíduo, mas se estruturam em
ordenamento a outros tipos de fatores (tecnologias, exigências produtivas).
Não obstante, o fato de que a organização de uma empresa
favorece o aparecimento do estresse não é devido, na maioria das vezes, às
exigências indiscutíveis do processo produtivo; geralmente, a causa se encontra
em um projeto deficiente da organização, que desvaloriza a importância dos
recursos humanos da empresa.
Embora os indivíduos em geral tenham uma grande capacidade
de adaptação, em algumas ocasiões certas exigências do trabalho obrigam a
realizar um esforço adaptativo para o qual o colaborador não está preparado,
originando uma série de problemas de adaptação ou de ajuste.
Por outro lado, algumas vezes podemos nos deparar com que em
mesmas condições, alguns colaboradores desenvolvem níveis de estresse
patológico e outros não. Isso é devido ao fato de que diferentes colaboradores
têm distinta capacidade de adaptação em função de múltiplos fatores pessoais.
Surge, portanto, a necessidade de intervenção para atenuar a
situação. Esta situação poderá ser dirigida a modificar certos aspectos da organização
do trabalho ou a fomentar a capacidade de adaptação do colaborador.
A modificação de certos aspectos da organização que
favorecem o desenvolvimento do estresse não só repercute em uma melhoria do
bem-estar dos trabalhadores, mas inclusive na otimização dos recursos humanos
que se traduzirão em um melhor funcionamento da empresa em todos os níveis. Por
outro lado, constitui uma atuação mais direta pois intervém sobre o foco ou a
fonte da problemática.
Não obstante, resulta muito difícil ou impossível de
eliminar as fontes do estresse na origem, mas podemos dotar o colaborador de
uma série de estratégias para enfrentar tais situações e, se estas são difíceis
de enfrentar, proporcionar as habilidades para controlar as experiências e
consequências que o estresse produz.
Então, se constitui de uma abordagem preventiva, incrementar
a aquisição de estratégias que aumentem a capacidade de adaptação do
colaborador, a capacidade para enfrentar as exigências do trabalho.
Não se pode esquecer, no entanto, que o desenvolvimento de
atividades para a prevenção do estresse que consistem na intervenção sobre o
colaborador tem que ser posterior ou complementar ao desenvolvimento de uma
política de prevenção do estresse embasada na intervenção sobre a organização
da empresa, orientada para a modificação de certas condições ou demandas
estressantes de trabalho.






