A Comunicação em Prevenção

 

A importância da comunicação está radicada em seu caráter de meio universal e imprescindível nas relações humanas. Por isto, o êxito de qualquer tipo de gestão empresarial depende, em grande parte, de uma boa comunicação.

Entende-se por comunicação “o intercâmbio, significativo e gratuito, de ideias e sentimentos (conteúdos) entre duas ou mais pessoas. O que se supõe que:

- se trata de um intercâmbio ou fluxo informativo em vários sentidos, geralmente entre a linha de comando e o resto dos trabalhadores. Que significa participação e reciprocidade.

- o intercâmbio tem de ser significativo, o que se supõe que seu conteúdo deve conduzir à ação, permitindo atuar e decidir por si mesmo, modificando comportamentos.

- o intercâmbio tem de ser gratuito, isto é, aceito pelo outro, porque lhe interessa.

- os conteúdos serão intercambiados, que podem se ideias, sentimentos ou percepções.

- por último, se trata de um intercâmbio entre várias pessoas, podendo dar lugar à aceitação, rejeição ou negação.

Um bom sistema de comunicação na empresa deve estar integrado por um conjunto de elementos, formais e informais, que assegurem o adequado fluxo de informação, tanto descendente como ascendente ou colateral, o que favorecerá a motivação e estimulará a participação de todos os integrantes da empresa.

Em relação à prevenção de riscos laborais, as comunicações sobre declarações da política de segurança e saúde, sistema de gestão aplicado, determinação de funções e responsabilidades, normas de procedimentos, objetivos propostos e resultados obtidos, planos de informação e informação, segurança dos produtos utilizados, planos de emergência, reformas e ampliações projetadas, resultado das avaliações e controle de riscos, etc., constituem exemplos de comunicação interna, de caráter formal, descendente, coletiva, unidirecional e geralmente escrita.

Este tipo de comunicação deverá ser complementado com o estabelecimento de canais que garantem a comunicação ascendente, de forma imediata, de todo o pessoal da empresa até a linha de comando em relação aos aspectos, situações ou condições que hajam observado e que afetem a sua segurança ou saúde. Uma atuação eficaz em prevenção de riscos laborais não pode prescindir da colaboração dos colaboradores, diretamente ou através de seus organismos de participação já que o trabalhador que desempenha sua atividade forma continuada em seu posto de trabalho é quem melhor conhece os riscos inerentes ao mesmo e que às vezes podem ser desconhecidos pelo empresário ou direção. Os trabalhadores deverão participar, colaborando com o empresário com a finalidade de melhorar e garantir que as condições de trabalho sejam segura e não impliquem riscos, para o qual necessitam estar informados e disporem da formação adequada.



Eletricidade Estática

 


A eletricidade estática é a carga elétrica produzida pela fricção de materiais isolantes (sólidos ou líquidos) com outro material isolante ou condutor de eletricidade, dependendo das propriedades elétricas dos elementos, dimensões, intensidade de pressão entre eles, velocidade de separação, etc.

Sua tensão costuma alcançar valores de Quilovolts[1] (Kv) e sua intensidade é muito pequena, da ordem de 10 – 6 A.

[1] Quilovolt (Kv): medida de força eletromotriz equivalente a 1000 volts.

Apesar da eletricidade estática poder estar presente em qualquer tipo de indústria (fricções de corpos sólidos, escassa ou nula condutividade de lubrificantes, circulação de líquidos e gases por condutores, transmissões por correias, etc.), existem outras indústrias em que se apresentam com maior intensidade, como as indústrias têxteis e de papel.

As medidas de prevenção contra os riscos da eletricidade estática (materiais ou humanos) consistem em eliminar o acúmulo de cargas, diminuindo a diferença de potencial entre os elementos carregados e a terra ou outros elementos, para o qual poderão ser utilizados os seguintes procedimentos: aterramento, umidificação e revestimento ou ionização do ar.

Para reduzir a produção de cargas eletrostáticas deverão ser utilizadas medidas preventivas, tais como não utilizar materiais ou elementos isolantes nos contatos, diminuir a intensidade dos mesmos, reduzir sua velocidade de separação, etc.

Conexão equipotencial e terra: consiste em conectar, à terra, os materiais ou elementos condutores onde a eletricidade estática possa estar armazenada, de modo que a eletricidade que continuamente é gerada, possa ser continuamente descarregada.

Umidificação e revestimento: este procedimento é empregado quando os materiais ou elementos nos quais se produzem a eletricidade estática não são condutores, mas a eles são atribuídas uma certa condutividade, umedecendo-os ou revestindo-os com outros produtos para poder descarrega-los da eletricidade que neles são gerados.

 

Riscos Elétricos

Os riscos elétricos têm vários formatos e produzem diferentes tipos de prejuízo. 

Embora seja relativamente incomum, os prejuízos são notados por terem o potencial de serem particularmente debilitantes, com alta morbidade e mortalidade.

A seriedade dos prejuízos deriva, em parte, da habilidade de produzirem traumas multi sistêmicos e da sua associação com uma série de complicações, incluindo parada cardiopulmonar, arritmia cardíaca, hipóxia, falência renal e septicemia.

A exposição à eletricidade pode também produzir efeitos neurológicos e psicossociais de longo termo e significativa influência na qualidade de vida.

Os principais eventos associados com os riscos elétricos são choques elétricos, o arco voltaico e a explosão.

Os danos derivados de choque de baixa voltagem resultam do contato direto da vítima com a corrente elétrica, enquanto que os choques de alta voltagem tipicamente criam um arco, que carrega a corrente da fonte à vítima sem nenhum contato físico direto.

O arco elétrico, comumente referido como arco voltaico, ocorre quando a corrente passa através do ar entre dois ou mais superfícies condutoras ou dos condutores até o chão, e possui uma série de causas possíveis, incluindo lacunas no isolamento, corrosão, condensação, poeira ou outras impurezas numa superfície condutora.

O arco elétrico pode produzir temperaturas perto de 35.000 graus e podem causar queimaduras graves, perda de audição, danos aos olhos, danos à pele originados da explosão de metal derretido, dano aos pulmões e prejuízos da explosão.

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Risco Biológico no Ambiente Laboral

Microorganismos

Os microorganismos constituem um grupo amplo e diverso de organismos que existem como células isoladas ou agrupadas (Brock e Madigan, 1988). Neste aspecto, as células microbianas se diferenciam das células dos animais e das plantas, já que estas são capazes de viver de forma isolada na natureza e só podem existir como parte de organismos pluricelulares.

São muito poucas as regiões do planeta que carecem de vida microbiana, porque os microorganismos apresentam uma gama assombrosa de capacidades metabólicas e energéticas que lhes permitem sobreviver em condições letais para outras formas de vida.

As quatro grandes classes de microorganismos que podem interagir com os seres humanos são as bactérias, os fungos, os vírus e os protozoários. Representam perigo para os trabalhadores por sua ampla distribuição no meio ambiente de trabalho.

Existem três fontes principais deste tipo de micróbios:

a) os que aparecem como consequência da decomposição biológica de substratos associados a certas profissões (por exemplo, o feno, que causa pneumonia por hipersensibilidade);

b) os que se associam a certos tipos de habitats (por exemplo, bactérias presentes nas redes de abastecimento de água);

c) o s que procedem de indivíduos que hospedam um agente patogênico (por exemplo, tuberculose).

Bibliografia:

BROCK, TD; MADIGAN, MT. 1988. Biology of Microorganismos. Londres: Prentice Hall.

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Atuação frente ao frio

Independentemente da informação que os trabalhadores expostos às baixas temperaturas deverão receber, relativas ao reconhecimento dos primeiros sintomas de congelamento ou de hipotermia, aos procedimentos para não perder calor, ao uso de roupa de trabalho e vestimentas de proteção adequadas às temperaturas ou primeiros socorros, entre outros, deverão ser adotadas uma série de medidas de controle, as quais consideramos: medidas técnicas, medidas organizacionais e medidas de proteção individual.

No quadro seguinte estão indicadas diferentes formas de atuação frente ao risco de stress térmico por baixa temperatura:



Resolver os problemas de trabalho envolvendo os trabalhadores, em grupos

Por que?

Os trabalhadores, através de sua experiência diária, conhecem as causas dos problemas de trabalho e, às vezes, também podem contribuir com indicações úteis sobre como resolvê-los.

Muitos problemas podem ser resolvidos com soluções relativamente simples e baratas. O grupo de discussão é a melhor maneira de encontrar tais soluções práticas.

A resolução dos problemas de trabalho muitas vezes significa novas mudanças nos métodos de trabalho e na determinação das tarefas. Os trabalhadores envolvidos no planejamento destas mudanças as aceitarão mais facilmente.

Como?

Consulte os trabalhadores sobre os gargalos na produção e outros problemas de trabalho e organize grupos de discussão sobre porque ocorreram estes problemas e como podem ser solucionados.

Forme um grupo pequeno (ou vários grupos pequenos dependendo da magnitude do problema) e peça que proponham opções possíveis para resolver o problema.

Se, para a solução é necessária assessoria técnica, proporcione ao grupo de discussão um apoio adequado em forma de informação sobre melhores práticas para o assessoramento de peritos.

Apresente estas opções a todos os diretores e aos trabalhadores afetados e recolha suas opiniões. Baseando-se nessas opiniões, escolha a opinião mais prática e efetiva.

Dê conhecimento aos trabalhadores das propostas apresentadas e do resultado da aplicação das melhoras então escolhidas. Isto estimulará a promoção de resoluções de problemas participativas posteriores.

Mais algumas indicações

Se no seu local de trabalho há alguma operação que seja um obstáculo, ou alguma área problemática, será provavelmente o resultado de uma combinação de fatores. Por isso, é necessário tomar várias medidas por vez. É importante pedir a grupos de trabalhadores que desenvolvam um conjunto de soluções práticas que possam cobrir os diferentes aspectos importantes, melhores que soluções unilaterais que deixem de fora os aspectos que poderiam ser importantes.

Assegure-se de que os trabalhadores saibam que podem contribuir com informações sobre alguns problemas e participar em sua resolução.

Busque o conselho daqueles que tenham experiência na resolução de problemas similares.

Vias de entrada dos agentes químicos no organismo (Parte 2)

Via dérmica:

É a segunda via de entrada mais importante de agentes químicos no organismo. Os agentes podem produzir dois tipos de danos:

- Dano local ou tópico, isto é, uma afetação da pele por contato com o agente (substâncias corrosivas, ácidos fortes, substâncias fortemente irritantes).

- Dano sistêmico, isto é, efeitos tóxicos no tecido distantes da via de absorção.

Podem entrar no organismo diretamente, atravessando as células que a compõem (transcelular ou intracelular), através do espaço intercelular (espaço existente entre as células) ou através dos anexos (poros e pelos).

Os principais fatores a levar em conta para determinar a magnitude e as consequências da entrada de agentes químicos por esta via são:

- concentração do agente químico, o tipo de veículo (meio) em que se encontra e a presença de outros agentes químicos;

- forma física da substância: em geral, se admite que ocorre a deposição de um aerossol na pele e, a partir deste ponto, se inicia o processo de penetração, que depende de outros fatores. De maneira geral, se considera que a penetração por via dérmica de gases/vapores não é relevante.

- solubilidade: a primeira barreira da pele é uma capa ácido-graxo protetora, que pode evitar o contato do agente químico com a pele se a substância não se solubiliza nela.

- tamanho da partícula: quando a penetração se realiza por difusão, o tamanho molecular é determinante.

- estado da pele: se a capa ácido-graxo da pele foi eliminada, está pouco hidratada, está rachada, apresenta rachaduras ou tem feridas por atritos ou batidas, a entrada dos agentes químicos será facilitada. Também depende de sua temperatura, o fluxo sanguíneo local, a transpiração e a grossura da pele.

- área exposta: a superfície da pele descoberta e exposta ao contato com o agente químico é determinante.

Tipo de contato e proteção da pele:

Pode ser um contato:

Direto: quando existe um contato voluntário com o produto químico por manipulação direta sem proteção ou em caso de acidente por espirros ou derramamentos.

Indireto: quando o contato se produz por meio de ferramentas, utensílios, superfícies ou roupa contaminada.