Definição dos Riscos
Psicossociais:
No campo da Saúde e Segurança, os
objetivos centrais são os acidentes de trabalho e as doenças profissionais.
Os fatores psicossociais têm por
objetivo que as condições de trabalho proporcionem o bem-estar pessoal e social
dos trabalhadores. Portanto, condições de trabalho favoráveis propiciam boa
saúde e, ao contrário, condições nocivas e atitudes inadequadas no
desenvolvimento do trabalho desencadeiam mal-estares e patologias.
Definição da Organização
Internacional do Trabalho (OIT):
A OIT, desde 1986 define os
riscos psicossociais como “as interações entre o conteúdo, a organização e a
gestão do trabalho e as condições ambientais de um lado, e as funções e
necessidades dos trabalhadores(as), por outro lado. Estas interações poderiam
exercer uma influência nociva na saúde dos trabalhadores(as) através de suas
percepções e experiências”.
Classificação dos Riscos
Psicossociais:
Os fatores psicossociais que
podem ser encontrados no meio ambiente de trabalho são numerosos e de diferente
natureza. Integram fatores físicos, outros relacionados com a organização e
sistemas de trabalho, com a qualidade das relações humanas dentro da empresa.
Consistem em interações entre, de
um lado, o trabalho e o meio ambiente e, de outro lado, das capacidades do
trabalhador, suas necessidades, sua cultura e sua situação pessoal fora do
trabalho, tudo isso, através de percepções e experiências, podem influir na
saúde, no rendimento e na satisfação no trabalho.
Os estressores que potencialmente
podem afetar a saúde psicofísica dos trabalhadores se classificam em:
A) características do emprego:
A.1) precariedade do trabalho
(insegurança com o emprego, risco do expediente de regulação, etc.);
A.2) condições físicas do
trabalho: situações térmicas (excesso de frio, calor), ruído ambiental,
vibrações, iluminação e contaminação;
A.3) riscos à integridade física
segundo os setores de produção;
organização do tempo de trabalho
(trabalho em turnos, trabalho noturno, excesso de jornada laboral, etc.).
B) características da tarefa:
B.1) sobrecarga de trabalho;
B.2) subcarga de trabalho;
B.3) repetitividade da tarefa (o
trabalho é monótono e não estimula a criatividade);
B.4) o ritmo de trabalho
(definido pela máquina, se não for adequado ao trabalhador);
B.5) responsabilidade (tomada de
decisões comprometida, tarefas perigosas, são delegadas excessivas
responsabilidades a uma mesma pessoa);
B.6) liberdade de decisão (quando
não há possibilidades de tomar iniciativas no trabalho)
B.7) formação requerida (falta de
treinamento, reciclagem ou informação insuficiente para o desempenho
profissional.
C) Estrutura da organização:
C.1) Ambiguidade de papéis;
C.2) Conflito de papéis;
C.3) Falta de participação (se restringe a consulta dos
trabalhadores sobre sua própria tarefa, e não os levam em conta como recurso
ativo);
C.4) Promoção no trabalho.
D) Comunicação:
D.1) Estilos de comando (tanto os
que possam ser mais agressivos como aqueles nos quais a autoridade não é
exercida ou é deficiente);
D.2) Relações interpessoais (por
falta de apoio, isolamento dos colegas ou chefes);
D.3) A falta de canais de
comunicação fluida interna com respeito às tarefas e à organização.
Existem outros riscos
psicossociais que, do ponto de vista estrutural, se classificariam como
relações interpessoais, mas que são formas particulares de estres laboral, que,
pela deterioração psicológica e situações limite põem à prova a resistência
individual, merecendo consideração particular: assédio moral, assédio sexual,
violência, burnout.
Por outro lado, a persistência no
tempo destes fenômenos tem a ver diretamente com a organização do trabalho e
com a gestão de conflitos por parte da empresa

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