O Strain Index – SI (Moore & Garg, 1995) é
uma metodologia de análise semi quantitativa de avaliação do risco de
desenvolver transtornos distais das extremidades superiores que, em função da
pontuação numérica obtida, permite classificar as tarefas como seguras ou
perigosas.
O cálculo deste índice está
baseado nas interações multiplicativas entre os vários fatores associados à
tarefa, no que constitui uma suposição razoável e que, por sua vez, esteja
consistente com os princípios fisiológicos, biomecânicos e epidemiológicos
publicados na literatura específica.
Inicialmente, o SI foi publicado em 1995 e,
junto com outras alternativas, foi objeto de vários estudos publicados na
literatura especializada.
Constitui uma ferramenta para
avaliar os transtornos musculoesqueléticos da extremidade superior e se tornou
popular na América do Norte.
Não é uma ferramenta para
avaliar os trabalhadores de forma individual.
OU seja, o método procura
responder a pregunta: “este trabalho ou tarefa é segura ou perigosa?” em termos
dos transtornos musculoesqueléticos da extremidade superior distal.
A interpretação do método que
os autores propõem são aquelas tarefas avaliadas ou assinaladas como “perigosas”
pelo método, poderão causar, entre aos trabalhadores que realizam (ou que
passaram a realizar) estas tarefas, muitos transtornos das extremidades
superiores distais.
Na norma ISO 11228-3:2007
menciona-se o método OCRA como a metodologia de referência para a avaliação de
taras de alta frequência, embora, de qualquer forma, se acrescenta que tanto o
Strain Index como o método HAL (ACGIH 2002), são válidos para uma avaliação
detalhada deste risco.
De acordo com os autores do método,
este índice não foi desenvolvido para identificar e avaliar transtornos
específicos associados às tarefas, como seria, por exemplo, a síndrome do túnel
do carpo.
Com a finalidade de melhorar
estes aspectos, os autores revisaram o método e publicaram o Revised Strain
Index em 2017 *(Garg, Moore & Kapellusch, 2017).
Esta versão revisada
contempla cinco fatores e, com base nas simulações realizadas com 13.944 tarefas,
oferece uma maior capacidade de discriminação ao classificar uma tarefa como
segura ou perigosa para diferentes combinações de força, repetição e duração do
ciclo de trabalho.
Resumidamente, lista-se, a seguir, os
principais aspectos que devem ser levados e consideração para a correta
aplicação e interpretação do RSI:
Somente se avaliam aqueles transtornos
musculoesqueléticos associados à extremidade superior distal.
Avalia trabalhos em que o mesmo
conjunto de movimentos ou esforços se repete ao longo do tempo.
Descreve as exigências de esforço para
completar uma tarefa, sem levar em conta os possíveis agravante devidos a
compressões mecânicas nas extremidades superiores distais.
Não avalia trabalhadores
individualmente, avaliam-se os postos de trabalho ou as tarefas.
Não avaliam transtornos específicos,
mas o risco de que a tarefa possa causar um espectro de transtornos
musculoesqueléticas.
Se baseia em princípios fisiológicos,
biomecânicos e epidemiológicos e não nas relações dose-resposta derivadas de
estudos experimentais.
É aplicável desde que as variáveis consideradas
pelo método não mudem substancialmente nos diferentes esforços realizados
durante um ciclo.
Não é válido nos revezamentos de
tarefas de um trabalhador dentro do mesmo turno de trabalho.

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