A asma ocupacional é definida
como uma doença inflamatória crônica da via aérea, caracterizada por um quadro
de obstrução brônquica reversível ao fluxo aéreo associado a uma reação
brônquica, provocado pela exposição a poeiras, vapores, gases ou fumos
presentes no ambiente laboral.
Além da asma ocupacional, existe
a asma agravada pelo trabalho que faz referência a pacientes diagnosticados de
asma, cuja quadro clínico se exacerba por exposições ocupacionais.
É considerada a doença
respiratória mais frequente de origem ocupacional nos países desenvolvidos.
Estima-se que aproximadamente 15% dos casos de asma que se iniciam no adulto
podem ser de origem ocupacional.
Um diagnóstico correto e uma
gestão antecipada são os pontos chave para o prognóstico da doença e suas
consequências sócio econômicas.
A repercussão destas atuações não
só afeta a pessoa envolvida, mas a modificação das condições de trabalho e de
outras áreas de trabalho similares podem evitar muitos outros casos.
A asma ocupacional induzida por
irritantes ou síndrome de disfunção reativa das vias aéreas, costuma constituir
um acidente no ambiente de trabalho e em lugares fechados ou mal ventilados,
onde se inalam produtos irritantes a altas concentrações em forma de gases,
fumos ou vapores.
Classificação da asma
ocupacional:
Asma imunológica ou por hipersensibilidade:
requer um tempo para que se produza a sensibilização ao agente causal e,
portanto, existe um período de latência entre a exposição e o aparecimento dos
sintomas.
De acordo com o tipo de
substâncias que a causem, se distinguem:
Asma imunológica causada por
substâncias de alto peso molecular – habitualmente é transcendental a
intervenção de um mecanismo imunológico mediado por imunoglobulina (IgE).
Asma imunológica causada por
substâncias de baixo peso molecular – em geral não intervém de modo patente num
mecanismo imunológico.
Asma não imunológica ou por
irritantes: é aquela causada por um mecanismo irritante ou tóxico. Há dois
tipos:
Síndrome de disfunção reativa das
vias aéreas – causada por exposição única ou múltipla a altas doses de um
irritante. Seu início, no entanto, se relaciona a uma única exposição. Se
denomina também de asma sem período de latência, já que os sintomas não
aparecem antes de 24 horas da exposição.
Asma causada por doses baixas de
irritantes – é desencadeada depois de repetidos contatos com doses baixas do
agente causal.
Outras variantes de asma:
Síndromes asmáticas – devidas à exposição
a poeiras vegetais (grãos, algodão e outras fibras têxteis) e também a poeira
de animais confinados.
Asma dos produtores de alumínio.

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